CONAPRA completa 50 anos

Diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem anuncia mudança de nome para Praticagem do Brasil

O Conselho Nacional de Praticagem (CONAPRA) comemorou, no último dia 12 de junho, cinquenta anos de existência. O evento foi realizado no Rio de Janeiro e contou com cerca de 300 convidados, entre eles representantes da Autoridade Marítima, do Tribunal Marítimo, do Ministério de Portos e Aeroportos, de Autoridades Portuárias, Operadores Portuários, Armadores, Empresas de Apoio Marítimo, Usuários dos Portos, além de membros do Direito e da Academia em geral. 

Fundada em 1975, hoje a instituição é reconhecida pela Marinha do Brasil como órgão de representação nacional da atividade; ocupa uma das vice-presidências da Associação Internacional de Práticos Marítimos (IMPA) e integra a delegação brasileira que atua na Organização Marítima Internacional (IMO). 

O diretor-presidente do CONAPRA, Bruno Fonseca, fez um breve discurso explicando a estrutura da praticagem no Brasil e ressaltando que o serviço tem como principal objetivo realizar uma condução segura de embarcações, especialmente as de grande porte, em áreas de navegação complexas ou restritas, como canais de acesso a portos, áreas portuárias e estuários de rios. 

“É uma honra ser o presidente do Conselho Nacional de Praticagem em data tão simbólica, em que comemoramos também 217 anos de praticagem regulamentada no nosso país. Somos 590 práticos, dos quais 14 mulheres, divididos em 20 zonas de praticagem. Fazemos 80 mil manobras por ano e, para a execução dessas manobras, contamos com 200 lanchas de praticagem, 600 tripulantes e 38 atalaias”, falou. 

Ainda em seu discurso, o diretor-presidente do CONAPRA destacou o conselho como um grande indutor do crescimento da praticagem no Brasil. “A praticagem brasileira é espelho para o mundo. Ouvimos elogios em todos os eventos onde nos fazemos presentes. E, sem sombra de dúvida, o Conselho Nacional de Praticagem foi o motor que impulsionou o nosso progresso, uniformizando as orientações técnicas a todas as praticagens.” 

Bruno Fonseca também falou sobre o Instituto Praticagem do Brasil. Sediada em Brasília, a entidade, fundada em 2021, conta com modernos simuladores voltados ao treinamento de práticos em diferentes zonas de praticagem. 

“Além disso, participamos da avaliação de projetos, contribuindo para operações e instalações mais eficientes e seguras. Também atualizamos os operadores das estações de praticagem, as atalaias. São esses operadores que dão suporte ao trabalho do prático a bordo”, explicou. 

CONAPRA agora é Praticagem do Brasil 

O evento também foi uma oportunidade para o anúncio   de que o Conselho Nacional de Praticagem, que começou sendo chamado de Centro Nacional de Praticagem, passa a ser nomeado como Praticagem do Brasil. Esse processo de mudança de nome já vinha em curso para o público externo, mas agora foi ampliado para todos os entes de relacionamento da entidade. 

“Não podemos deixar de sensibilizar a sociedade sobre a importância da atividade, que vai muito além das manobras. A comunicação é fundamental para ajudar o público a entender e valorizar o trabalho dos práticos. Por esse motivo, o Conselho Nacional de Praticagem continuará se renovando, adotando o nome Praticagem do Brasil em todas as esferas. Devemos estar conectados com tempos de transparência e diálogo. E a nova denominação traduz, com clareza, nossa abrangência e nosso papel estratégico para o país. O legado do Conselho segue vivo em nossa memória”, afirmou Bruno Fonseca. 

Parceria 

O diretor-presidente da Praticagem do Brasil também destacou a parceria firmada com o Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), braço técnico e operacional da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos. Segundo ele, o convênio é estratégico para a busca de melhorias para o setor aquaviário nacional. 

“Ao longo dos seus 50 anos, o Conselho Nacional de Praticagem, agora denominado Praticagem do Brasil, sempre teve parceiros importantes na busca por segurança e eficiência nas operações portuárias. A criação do IBI, em 2023, representa mais um órgão na mesma direção, na medida em que seu corpo técnico assessora a FPPA, analisando problemas e propondo soluções no segmento”, afirmou Bruno Fonseca, presidente da Praticagem do Brasil. 

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