Elber Justo: “O navio parado é custo que acaba onerando a operação

Diretor-presidente da MSC no Brasil é o convidado do último PODinfra itinerante da FPPA 

O diretor-presidente da MSC Shipping no Brasil, Elber Justo, afirmou que a falta de capacidade nos portos brasileiros impede a atração de novos navios e empresas de navegação. A fala aconteceu durante o PODinfra – o podcast da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos.  

  

Elber foi o último convidado do especial itinerante do PODinfra. Segundo o diretor-presidente da MSC Brasil o transporte marítimo possui uma importância milenar no mundo e tem como pilar a eficiência para diminuição nos custos. Entretanto, a falta de capacidade dos portos no Brasil, especialmente para contêineres, tem gerado atrasos e cancelamentos de escalas trazendo prejuízos bilionários para o país. 

  

“A importância do transporte marítimo é inegável há milhares de anos. E o negócio da empresa de navegação determina que o navio tem que estar produzindo. O navio parado é custo que acaba onerando a operação. Portanto, não atraímos mais capacidade, seja por mais ou maiores navios, justamente por falta de infraestrutura”, disse. 

  

O empresário falou ainda sobre o Porto de Santos, afirmando que qualquer armador tem o interesse em realizar escala no local. Contudo, a falta de infraestrutura tem gerado grandes atrasos nas escalas dos navios, forçando as embarcações a pular escala, indo diretamente para outros terminais no Brasil.  

  

“É inegável que Santos é o porto a se escalar na Costa Leste. Qualquer desenho de serviço que não inclua esta rota, dificilmente terá sucesso. Quando omitimos uma escala lá é porque não há outra opção. O que precisamos, e está claro com o leilão do TECON 10, é de capacidade. E quando este empreendimento estiver pronto, já temos que estar falando do próximo. O empresário e produtor brasileiro tem feito seu papel, mas está faltando um elo na cadeia que é infraestrutura”, falou.  

  

Ainda durante o bate papo, Elber Justo falou sobre a escassez de marítimos para operar embarcações no Brasil. O empresário ressaltou que o estado brasileiro, responsável pelas formações destes marítimos, não consegue atender a demanda. Portanto, uma saída para suprir esta demanda seria o alinhamento de empresários no setor com o objetivo de criar polos de formação e qualificação desta mão de obra.  

  

“Quanto à questão da formação, os terminais precisam, por falta de cursos específicos, criar centros de qualificação para formar essa mão de obra. Acho que a saída para este problema seria a criação de polos de formação *multi empresariais”, argumentou.   

Vale lembrar que o diretor-presidente da MSC Brasil comanda voluntariamente o Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social (CAMPS-Santos), instituição sem fins lucrativos que busca preparar adolescentes para o mercado de trabalho portuário.  

  

“Sou um voluntário por interesse em ter uma mão de obra qualificada. Santos é um porto que tem uma cidade e não o contrário. Acho que a sociedade precisa entender isso em Santos e que a gente vive do porto e não o contrário”, comentou. 

  

Longevidade 

  

O PODinfra contou com a apresentação do diretor presidente do IBI, Mário Povia. Também com a participação do presidente do Conselho de Administração do Instituto, Mauro Sammarco, que ressaltou a longevidade do empresário à frente da MSC. A manutenção, segundo ele, reflete o bom trabalho que vem sendo feito pela empresa.  

  

“São 17 anos neste cargo em um ramo empresarial onde sabemos que há uma rotatividade. Isso vai ao encontro do que defendemos que é a importância da continuidade do trabalho. Tudo isso reflete no sucesso que a MSC tem hoje no Brasil. Também mostra o ótimo trabalho que vem sendo feito “, disse.   

Confira o último episódio do PODinfra itinerante no botão abaixo 

– Link: https://youtu.be/KKvTLx6YAzo 

 

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