Durante abertura do ano legislativo, Mário Povia destacou avanços, desafios e metas do instituto, reforçando diálogo com Congresso, órgãos reguladores e setor produtivo.
A cerimônia de abertura do ano legislativo da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) e do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), realizada em 11 de fevereiro, marcou oficialmente o início da agenda de trabalho de 2026 para o setor de transportes e logística.
O evento, que reuniu parlamentares, autoridades do Executivo, representantes de órgãos reguladores, militares e lideranças empresariais, foi palco da apresentação do balanço das ações realizadas em 2025 e das prioridades do novo ciclo.
O diretor-presidente do IBI, Mário Povia, conduziu a apresentação destacando que o instituto encerrou 2025 com avanços expressivos em sua missão de aproximar o Parlamento do setor produtivo. Segundo ele, o ano foi marcado por participação ativa em debates legislativos, fortalecimento institucional e ampliação de parcerias estratégicas.
“O IBI nasceu para fomentar diálogo qualificado e apoiar o Congresso na construção de políticas públicas eficazes. Em 2025, conseguimos consolidar esse papel, atuando de forma técnica, plural e conectada com as necessidades reais da infraestrutura nacional”, afirmou.
Balanço de 2025: avanços legislativos, institucionais e regulatórios
Durante a apresentação, Povia detalhou a atuação do instituto junto às comissões temáticas, audiências públicas e tramitação de projetos de lei ao longo do último ano. Ele destacou iniciativas voltadas tanto à promoção de marcos regulatórios modernos quanto à contenção de propostas que poderiam comprometer o desenvolvimento do setor.
Entre os pontos ressaltados estiveram a contribuição do IBI para discussões sobre o PL 733/2025, alterações regulatórias envolvendo ANTT, ANAC, e ANTAQ debates sobre renovação ferroviária e interlocução direta com o Tribunal de Contas da União. O instituto também ampliou sua participação em grupos de trabalho com o Ministério de Portos e Aeroportos e com o Ministério dos Transportes, contribuindo para agendas técnicas de impacto nacional.
Povia explicou que uma das marcas do último ano foi a expansão do diálogo com o Judiciário, com especial foco em tribunais superiores. Segundo ele, “é fundamental que as cortes compreendam as especificidades do setor. Em 2025, avançamos muito nesse sentido, apresentando dados, argumentos técnicos e realidades operacionais que influenciam decisões sobre infraestrutura, concessões e investimentos”.
Outro destaque foi a consolidação do Observatório de Dados de Transportes do IBI, que passou a reunir informações qualificadas sobre logística, investimentos e desempenho dos modais. O Observatório — que terá expansão em 2026 — foi citado por Povia como ferramenta essencial para análises estratégicas, debates regulatórios e formulação de políticas públicas.
Fortalecimento do IBI Social
Além das atividades técnicas, o diretor-presidente enfatizou o crescimento do IBI Social, braço social do instituto, responsável por iniciativas voltadas a impacto comunitário e inclusão. O ano de 2025 incluiu ações relevantes, como parcerias para o combate ao escalpelamento na região Norte, projetos de capacitação para mulheres ribeirinhas e ampliação de agendas em cooperação com a Marinha do Brasil e organizações civis.
Povia destacou a importância dessas ações como parte da missão institucional mais ampla. “A infraestrutura não se resume a obras e investimentos. Ela também transforma vidas, garante acesso, protege comunidades vulneráveis e integra regiões. O IBI Social mostrou em 2025 que desenvolvimento econômico e impacto social caminham juntos”, afirmou.
Desafios e prioridades para 2026
Ao projetar os próximos meses, Povia apresentou um calendário robusto de atividades para 2026, com eventos distribuídos entre Brasília, São Paulo e estados estratégicos como Maranhão, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. A agenda inclui:
- mesas redondas técnicas sobre licenciamento ambiental, questões tributárias, hidrovias, cabotagem, ferrovias e aeroportos regionais;
- encontros setoriais com frentes parlamentares temáticas;
- debates sobre investimentos privados e oportunidades de concessões;
- missões internacionais
- preparação do Summit Connect Infra 2026, esperado como o maior evento anual do instituto.
Para Povia, o novo ano é decisivo. Ele enfatizou que o Brasil enfrenta gargalos históricos — territoriais, tributários, logísticos e regulatórios —, mas também oportunidades inéditas de transformação. O desafio, afirmou, é manter a infraestrutura como política de Estado.
“O setor precisa de continuidade, previsibilidade e visão de longo prazo. Projetos estruturantes não sobrevivem a rupturas políticas. Nosso papel é justamente ajudar a construir pontes, consensos e segurança institucional”, disse.
Diálogo e estabilidade
Em sua fala, Povia reconheceu que 2026 será um ano marcado por forte movimentação política, exigindo ainda mais articulação entre os diversos atores da infraestrutura. Ele reforçou que, apesar das diferenças ideológicas, o tema é capaz de unir forças públicas e privadas em torno de objetivos comuns. “Infraestrutura não é bandeira partidária. É base para desenvolvimento, competitividade e integração nacional. Em ano eleitoral, o diálogo responsável se torna ainda mais importante”, destacou.
Diálogo institucional
Ao final da apresentação, Povia agradeceu às entidades parceiras, parlamentares e apoiadores, reforçando que o diálogo institucional será o eixo central da atuação do IBI em 2026. O diretor-presidente lembrou que o setor possui limitações, mas também grande capacidade de inovação e resiliência.
“A agenda que apresentamos hoje mostra que estamos preparados para enfrentar desafios e construir soluções. Nosso compromisso é continuar trabalhando de maneira técnica, plural e colaborativa, sempre com foco no desenvolvimento da infraestrutura brasileira”, concluiu. https://drive.google.com/drive/folders/1BPLUvIcvn-s-GpdlUiUKMUSNgzn-9k39