FPPA promove encontro com setor aéreo do IBI
Em encontro com a FPPA, ABEAR detalha como a carga tributária, custos dolarizados e propostas legislativas travam o avanço do setor, mesmo com a superação do volume de passageiros pré-pandemia.
Presidência da FPPA reuniu, nesta quarta (21), associados do IBI para ouvir a ABEAR sobre gargalos e perspectivas do setor. Entre os alertas: pressão de custos dolarizados, carga tributária, combustível e insegurança jurídica que travam rotas e acessibilidade. O presidente da FPPA, deputado Paulo Alexandre Barbosa, prometeu analisar os pleitos e propor audiências públicas para construir soluções pactuadas. Juliano Noman defendeu previsibilidade e competitividade.
A Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) promoveu, nesta quarta-feira (21), o encontro com associados do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) ligados ao setor aeroportuário brasileiro. Na ocasião, as entidades puderam debater ao presidente da FPPA, deputado Paulo Alexandre Barbosa, os gargalos e perspectivas para o setor aéreo nacional.
O setor aéreo brasileiro, representado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), trouxe à tona um panorama que, apesar de recordes de passageiros, enfrenta significativas pressões de custos que ameaçam a democratização do acesso ao transporte aéreo e a expansão de novos destinos.
De acordo com a ABEAR no primeiro semestre de 2025, o Brasil alcançou um recorde absoluto de 61,8 milhões de passageiros transportados, superando em 7,7% o mesmo período de 2019, antes da pandemia. Além disso, o preço médio da tarifa aérea registrou queda de 5,2% em relação ao início do semestre, desmentindo a percepção popular de que as passagens estão sempre caras.
No entanto, a recuperação da aviação brasileira, embora positiva, ainda é mais lenta que a de países vizinhos como México (+15% acima do pré-pandemia), Chile (+18%) e Colômbia (+40%). O presidente da ABEAR, Juliano Noman, pontuou que “a velocidade de recuperação faz muita diferença e é por isso que a pressão de custos é um fator crítico para nós. Não faz sentido a Colômbia estar 40% acima de 2019 e nós apenas agora chegando a esse patamar”.
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