Primeiro leilão portuário do ano soma mais de 2 bilhões em investimentos e aportes ao longo de 35 anos de contrato.
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizaram, nesta quarta-feira (3), o primeiro leilão de terminais portuários do ano. Ao todo foram arrematadas quatro áreas localizadas no Rio de Janeiro (RJ) e em Paranaguá (PR)
Os terminais são voltados à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho, e somam mais de 2 bilhões em investimentos e aportes ao longo de 35 anos de contrato.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o sucesso do leilão se deu pela parceria entre as autoridades federais e estaduais. Segundo o titular da pasta, esta cooperação coloca o Brasil como referência em atração de investimentos internacionais.
“São R$ 2 bilhões obtidos, fora os R$ 850 milhões de investimentos previstos. O Brasil vive um momento de oportunidades. É impressionante como o mercado internacional está observando este setor. Isso significa dizer que o Brasil passou a ser um dos principais players internacionais do mercado emergente. O fortalecimento das instituições e o diálogo entre o Governo Federal e estadual traz frutos como os do dia de hoje”, disse.
Já o diretor-presidente do IBI, Mario Povia, fez questão de parabenizar o MPor e a ANTAQ pelo leilão. Ressaltou ainda que o sucesso nos arrendamentos de Paranguá se deu à previsão de expansão da capacidade do Porto com a futura estrutura do Moegão, obra de descarga ferroviária que vai garantir um equilíbrio entre os modais de transporte de cargas.
“Os leilões em Paranaguá mostram a pujança do agronegócio e sinalizam que os investimentos nesses segmentos seguirão. A região também vem investindo em acessos, especialmente em ferrovias, o que deu lastro para o sucesso destes leilões. Temos certeza que veremos reportes de grandes movimentações no porto nos próximos anos. Parabenizamos o MPor e a ANTAQ pelos arrendamentos, que seguem em ritmo constante de licitações ao longo dos últimos anos”, falou.
Arrendamentos
O primeiro leilão tratou do terminal RDJ 11, localizado no Porto do Rio de Janeiro (RJ). A área foi ofertada em modelo simplificado e de contrato de duração de 10 anos. Houve somente um único proponente, o Consórcio Porto do Rio de Janeiro, composto pela Triunfo Logística e Sul Real GMBL, com outorga de R$ 2,1milhões, que se sagrou campeão.
O empreendimento é destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral e tem previsão de investimentos diretos da ordem de R$ 6,80 milhões.
Logo depois foi a vez do leilão das áreas localizadas nos Portos de Paranaguá e Antonina. Inicialmente foi leiloado o PAR 25, que contou com cinco proponentes, além de disputa em viva-voz após as ofertas iniciais. Depois de uma disputa acirrada, que se encerrou após 21 lances, a empresa que saiu vencedora do leilão do terminal foi o Consórcio ALDC, que ofereceu R$ 219 milhões como valor de outorga.
O PAR 25 vai e armazenar granéis sólidos vegetais e tem previsão de investimentos diretos de R$ 216,98 milhões ao longo de 35 anos.
O leilão seguinte foi o do terminal PAR 14 que também contou com cinco proponentes e lances em viva-voz. Nesta etapa, a empresa vencedora foi o BTG Pactual, com a oferta de R$ 225 milhões pela área.
O terminal é dedicado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como farelo de soja, soja e milho. A área do PAR 14 é de 82.436 metros quadrados e terá capacidade para movimentar 6,8 milhões de toneladas por ano. O contrato prevê investimento de R$ 1,187 bilhão ao longo de 35 anos.
O último leilão – o PAR 15 – foi o mais disputado, contando com seis propostas iniciais e com lances em viva-voz entre os três primeiros colocados. Ao todo foram 58 lances, e teve como vencedora a Cargill Brasil Participações, com o lance de R$ 411 milhões,como valor de outorga.
A área tem como foco o transporte e a armazenagem de granéis sólidos vegetais. Com capacidade para movimentar 4 milhões de toneladas por ano, o PAR 15 receberá aporte de R$ 656,85 milhões durante os 35 anos de contrato.