Evento premia aeroportos e aéreas por desempenho e acessibilidade; Juliano Noman, da ABEAR associada ao instituto, destaca avanços do setor.
Membros do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) participaram da 11ª edição do Prêmio Aviação Mais Brasil e da 3ª edição do Prêmio Acessibilidade, realizados terça-feira (24), em Brasília. Promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Brasil Export, o evento reconheceu operadores aeroportuários e companhias aéreas por resultados em 2025, ano de recorde com 130 milhões de passageiros. Também anunciou medidas para investimentos na aviação regional.
Juliano Noman, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) – entidade associada ao IBI – celebrou o marco. “O Prêmio Aviação + Brasil celebra e premia os principais destaques da aviação brasileira em 2025, um ano histórico com movimentação recorde de passageiros e entrega de muita qualidade. Parabéns aos aeroportos e empresas aéreas premiados. Envio um abraço a todos. O evento, celebrado pelo ministro Silvio Costa Filho – provavelmente seu último nessa função após um trabalho exemplar –, representa uma noite essencial de celebração para o setor”, comentou.
O Aviação Mais Brasil, em seis categorias, baseou-se em pesquisas com 111 mil usuários em 61 aeroportos, 1,5 milhão de pousos e decolagens e três aéreas. Montes Claros (MG) venceu como melhor regional do Brasil e do Sudeste. Joinville (SC) (Sul), Sinop (MT) (Centro-Oeste/Norte) e Aracaju (SE) (Nordeste) completaram os regionais.
Pontualidade premiou Goiânia (GO) (até 5 milhões de passageiros), Santos Dumont (RJ) (5 a 10 milhões) e Brasília (DF) (acima de 10 milhões). Latam levou pontualidade geral; Azul, melhor aérea nacional. Nacionais por faixa: Vitória (ES) (até 5 milhões), Florianópolis (SC) (5 a 10 milhões, melhor geral) e Brasília (acima de 10 milhões).
No Prêmio Acessibilidade, Latam venceu com “Latam Acessível: Plataforma de Intérpretes de Libras”. Florianópolis levou com “Mapa Digital”.
O ministro Silvio Costa Filho enfatizou inclusão e crescimento. “A aviação brasileira superou a pandemia com recuperação de LATAM, Gol e Azul. Avançamos em concessões como Galeão, Viracopos e Brasília, além de portos e hidrovias. Turismo cresceu mais de 10% no doméstico e 14% no internacional. Programas como Ampliar, Investe Mais Aeroportos e Investe Mais Regional foram fundamentais. Salas multissensoriais para autistas nos aeroportos mostram nosso compromisso. Anuncio o Conectar, para governança, sustentabilidade e regulação. Incluiremos 40 milhões de novos passageiros em quatro anos. Nossa infraestrutura é de classe mundial, e o setor está unido.”
Daniel Longo, secretário de Aviação Civil, destacou: “O prêmio reconhece qualidade ao cidadão, com foco em eficiência, pontualidade e experiência do passageiro. Valorizamos acessibilidade para uma aviação inclusiva, ampliando conectividade segura.”
Isadora Nascimento, secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, afirmou: “Dignidade para pessoas com deficiência é direito fundamental, não exceção. O setor aéreo deve receber todos. O prêmio cria referências para inclusão total.”
Foi lançado o Programa Investe Mais Aeroportos Regionais, permitindo a estados e municípios contratos comerciais longos, de até 45 anos, para hotéis, shoppings e terminais de carga.
A iniciativa estende aos estados e municípios a autorização para contratos comerciais com prazos superiores aos das concessões ou delegações, modelo até então exclusivo da União. Na prática, adota um sistema progressivo de prazos, proporcional ao porte do investimento e à maturidade contratual.
A meta é atrair empreendimentos de grande escala, integrando aeroportos regionais às economias locais e ampliando serviços. O governo aposta na medida para tornar esses ativos mais autossuficientes e competitivos. Hoje, 422 aeroportos são delegados; apenas 50 têm contratos extensos.
Com informações da ASCOM do MPor