MSC reforça interesse em investir no Brasil e alerta para a necessidade de infraestrutura portuária

Encontro da comitiva internacional com a FPPA e o IBI objetivou fortalecer a parceria estratégica entre setor privado e poder público, em busca de desburocratização e celeridade para atrair investimentos 

O presidente da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA), deputado Paulo Alexandre Barbosa, e membros do Conselho de Administração e da diretoria executiva do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) receberam, ao longo da semana, a comitiva internacional da MSC. 

Na segunda-feira, a comitiva reuniu-se com o presidente da FPPA, na sede da MSC em Santos, para discutir demandas do setor e futuros investimentos nas áreas de navegação e cruzeiros. Na terça-feira, o encontro ocorreu na sede da Frente, para conhecer as instalações e estreitar laços com o IBI. 

A comitiva contou com a presença do vice-presidente sênior de assuntos governamentais do grupo MSC, Marie-Caroline Laurent; do diretor de transição energética da MSC Cruzeiros, Michele Francioni; do diretor-presidente da MSC no Brasil, Elber Justo; da gerente sênior de Relações Governamentais da MSC no Brasil, Fernanda Pires; do diretor-geral da MSC Cruzeiros no Brasil, Adrian Ursilli; e do diretor de Operações da MSC Cruzeiros no Brasil, Marco Cardoso. 

IBI em destaque 

O diretor-presidente do IBI, Mário Povia, participou do encontro e, em seu discurso, agradeceu a visita da comitiva, apresentou os trabalhos do instituto e atribuiu o sucesso de sua atuação ao trabalho coletivo e participativo de seus associados. Ele destacou que o IBI, apesar de ter menos de dois anos de vida, já conta com mais de 42 mantenedores e atua como suporte a uma frente parlamentar de senadores e deputados federais. 

“O IBI, por meio de seus 14 comitês temáticos e de projetos como o IBI Social e o Observatório, busca ser um braço técnico parlamentar, endereçando assuntos e garantindo a continuidade de políticas de Estado, em contraste com a ‘repaginação’ do país a cada quatro anos — um problema que o Brasil enfrenta ao não ter políticas de Estado duradouras”, disse. 

Mário Povia abordou os desafios da infraestrutura brasileira, enfatizando a burocracia e as dificuldades nos licenciamentos ambientais, que muitas vezes atrasam empreendimentos por anos. Para o diretor-presidente do IBI, o setor necessita de “regras claras”, bem como de destravar processos onerosos, como o licenciamento ambiental. 

Apesar dos desafios, Povia destacou o imenso potencial do Brasil, com um agronegócio e uma indústria fortíssimos, além de liderar o mercado mundial em diversas commodities agrícolas e de exportação. Ele falou ainda sobre a expansão do setor de óleo e gás e a perspectiva de inúmeras ferrovias economicamente viáveis nos próximos cinco a dez anos, conectando o país de norte a sul. 

Junto com Mário Povia, estiveram presentes, representando o IBI, o presidente do Conselho de Administração do Instituto, Mauro Sammarco; o diretor administrativo e financeiro do IBI, Nicola Margiotta Júnior; a presidente do IBI Social, Eliane Sammarco; o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro; o gerente de Relações Institucionais da TiL, Eliezer Giroux; e o diretor-executivo da Centronave, Claudio Loureiro. 

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