Presidente da FPPA se reúne com aéreas para tratar de PL sobre programa de milhagem

Deputado Paulo Alexandre Barbosa recebeu empresários da aviação civil para entender sobre os impactos do PL 2.767/2023 no setor 

O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), presidente da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), se reuniu nesta quarta-feira (11) com os principais empresários do setor aéreo brasileiro para discutir os efeitos do Projeto de Lei (PL) 2.767/2023, que trata da regulação de programas de fidelidade e milhagens. 

  

A reunião foi realizada na Câmara dos Deputados e contou com representantes da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF). 

Na ocasião, os porta-vozes entregaram um pleito conjunto pedindo o aprofundamento do debate sobre a proposta, que não foi discutida nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados, em razão da aprovação de requerimento de urgência em 2023, o que alterou o curso natural da proposta legislativa, e seguiu diretamente para o Plenário da Casa.  

  

As entidades manifestaram preocupação com o conteúdo do substitutivo apresentado, argumentando que, da forma como está, o texto pode inviabilizar a operação dos programas de fidelidade no Brasil. 

  

Entre os pontos críticos destacados pelas lideranças do setor estão as limitações impostas à comercialização e transferência de pontos e milhas, o que, segundo eles, poderia prejudicar tanto consumidores quanto empresas. 

  

As entidades signatárias do pleito reforçam a importância de ampliar o diálogo com o setor privado antes que o texto avance no Congresso. A proposta é que o projeto seja aprimorado com base na realidade do mercado e na proteção ao consumidor, preservando a sustentabilidade dos programas e evitando efeitos colaterais indesejados. 

  

Paulo Alexandre Barbosa se comprometeu a levar o tema à Frente Parlamentar e articular a abertura de espaço para o debate técnico e político. “É fundamental que qualquer alteração legislativa sobre esse tema seja feita com responsabilidade e participação ampla. Os programas de fidelidade impactam diretamente milhões de brasileiros e precisam ser protegidos e modernizados, não restringidos de forma abrupta”, afirmou o deputado. 

*Tramitação* 

  

O PL 2.767/2023, de autoria do deputado Amom Mandel (Cidadania/AM) e José Guimarães (PT/CE) esteve na pauta do Plenário nesta última semana, porém, não chegou a ser apreciado. As entidades que representam o setor aéreo e empresas ligadas ao mercado de fidelidade defendem que não se trata de impedir a regulação, mas de garantir que ela seja feita de forma equilibrada, segura e viável para todos os agentes envolvidos — empresas, consumidores e órgãos de fiscalização. 

  

A expectativa agora é que o substitutivo seja rediscutido em conjunto com o setor privado, em busca de um texto de consenso, que promova transparência, proteja os direitos dos consumidores e mantenha a inovação e competitividade dos programas de milhagem no país

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