Rio de Janeiro Projeta Cenário Otimista para Comércio Exterior e Logística

Infraestrutura portuária, inovação e sustentabilidade pautam debates do COMEXLOG 2025 que visam recolocar o estado como protagonista no cenário nacional e internacional. 

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia, participou, nesta terça-feira (14), do fórum COMEXLOG 2025, o maior evento de Comércio Exterior e Logística do Estado do Rio de Janeiro. 

Povia integrou duas mesas de discussões do evento: a primeira tratou das novas rotas do comércio marítimo do Rio de Janeiro, enquanto a segunda abordou a otimização da infraestrutura para o Comércio Exterior e a Logística brasileiros. 

De acordo com o diretor-presidente do IBI, o evento Comexlog 2025 é uma plataforma crucial para destacar a resiliência e o potencial de crescimento do Rio de Janeiro no cenário logístico. Em sua fala, o executivo trouxe uma análise aprofundada sobre as potencialidades e os desafios do Rio, enfatizando a robustez de sua infraestrutura e a necessidade de inovação contínua para mitigar entraves logísticos. 

A primeira mesa de debates abordou o tema “Shipping Global: O Rio de Janeiro nas Novas Rotas do Comércio Marítimo”. Durante as discussões, Povia ressaltou que a infraestrutura aquaviária dos portos do Rio, como Sepetiba e o Porto do Rio de Janeiro, está preparada para receber embarcações de classes mais modernas, incluindo navios 366. Ambos os portos passaram por dragagens importantes, garantindo profundidade adequada. Ele também mencionou as dragagens no Cais da Gamboa, que atende a navios de cruzeiro, movimentação de trigo e apoio offshore. 

Ainda sobre a infraestrutura, Povia pontuou que o acesso terrestre aos portos fluminenses é uma vantagem competitiva, com as alças da Avenida Brasil para o Porto do Rio, a Ponte Rio-Niterói e o Arco Metropolitano para o Porto de Itaguaí, facilitando o escoamento de cargas. O CEO do IBI destacou também que, ao contrário de outros grandes portos brasileiros, o acesso não é um dos maiores problemas no Rio. 

O painel também discutiu a “guerra fiscal” com estados como Santa Catarina e Espírito Santo, um desafio que, segundo a análise, tende a ser suavizado com a reforma tributária. A segurança nos acessos portuários e a dificuldade de competir com hubs como o Porto de Santos foram temas abordados, mas com uma perspectiva otimista de resgate de cargas para o Rio de Janeiro e o aproveitamento da navegação de cabotagem, impulsionada pela BR do Mar. 

Já nos debates da Mesa 4 – intitulada “Engenharia de Resultado: Otimizando Infraestrutura para o Comércio Exterior e Logística” – Mário Povia detalhou as vastas potencialidades dos portos do Rio de Janeiro para atrair novos negócios. Ele enfatizou a sinergia com a pauta ambiental do estado, líder em sustentabilidade, e a oportunidade de desenvolver programas de limpeza na Baía de Guanabara, além da visão de transformar o Porto de Itaguaí em um polo industrial para a produção de hidrogênio verde, apresentada como um caminho promissor. 

Além disso, Mário Povia ressaltou o grande potencial dos portos do Rio para óleo e gás, especialmente no atendimento a plataformas offshore nas Bacias de Campos e Santos. A vocação para estaleiros também foi um ponto crucial. Ele lembrou ainda a retomada da indústria naval, que poderia gerar empregos e renda significativos, com o BNDES já anunciando investimentos nesse setor. 

“Nós não vamos ter solução para a logística do Brasil nas próximas gerações. Isso é claro. O que nos cabe é mitigar os efeitos, trabalhando com inovação, com produtividade, fazendo mais com o mesmo”, argumentou. 

Povia ressaltou também a importância das ferrovias em toda a cadeia logística na região Sudeste, uma vez que esse modal conecta o interior de Minas Gerais ao Rio, criando novas demandas para os portos. A navegação de cabotagem e a geração de energia foram ressaltadas como outros fatores que impulsionarão a infraestrutura portuária na região e no país. 

“Apesar das dificuldades em prover novas infraestruturas, dadas questões como licenciamento e entraves fundiários, bem como projetos greenfield com muita morosidade para vingar, o crescimento do setor de contêineres e a expectativa de PIBs positivos para o futuro, além da entrada do Brasil em novas parcerias comerciais, indicam um cenário de dinamismo e desafios a serem superados com inovação e produtividade”, pontuou. 

Sobre o Evento 

O Fórum COMEXLOG RJ 2025, realizado no Pier Space – Armazém 1, Pier Mauá, no Rio de Janeiro, se destacou como um palco essencial para debater o futuro do comércio exterior e da logística no estado. Mário Povia, do IBI, trouxe uma análise aprofundada sobre as potencialidades e os desafios do Rio, enfatizando a robustez de sua infraestrutura e a necessidade de inovação contínua para mitigar entraves logísticos. 

As duas mesas de discussão contaram com o – Diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Testsu Koike, do Assessor da Presidência da Fecomercio/RJ, Delmo Pinho, do Presidente do CREA-RJ, Miguel Fernandes.  

Também participaram dos debates o gerente da filial da Cosco Rio, Anderson Borges, da coordenadora de Portos, Terminais e Logística da Seenemar, Gabriela Campagna e do especialista em Compliance Logístico, Alexandre Souza. 

Localização:

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